sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Psicanálise contemporânea - Por que a psicanálise?

A Psicanálise era tão violentamente atacada hoje em dia pelos que pretendem substituí-la por tratamentos químicos, julgados mais eficazes porque atingiram as chamadas causas cerebrais das dilacerações da alma. Longe de constatar a utilidade dessas substancias e de desprezar o conforto que elas trazem, pretendi mostrar que elas não podem curar o homem de sus sofrimentos psíquicos, sejam eles normais ou patológicos.
A psicanálise restaura a idéia de que o homem é livre por sua falta e de que seu destino não s e restringe a seu ser biológico. Por isso, no futuro, ela deverá conservar integralmente o seu lugar, ao lado das outras ciências, para lutar contra as pretensões obscurantistas que almejam reduzir o pensamento a um neurônio ou confundir o desejo com uma secreção química.
O sofrimento psíquico manifesta-se atualmente sob a forma da depressão; o homem deprimido não acredita mais na validade nenhuma da terapia. No entanto, antes de rejeitar todos os tratamentos, ele busca desesperadamente vencer o vazio de seu desejo. Por isso, passa da psicanálise para a psicofarmacologia e da psicoterapia para a homeopatia, sem se dar tempo de refletir sobre a origem de sua infelicidade.
Forma atenuada da antiga melancolia, a depressão domina a subjetividade contemporânea, tal como a histeria do fim do século XIX. A depressão tornou-se a epidemia psíquica das sociedades democráticas, ao mesmo tempo que se multiplicam os tratamentos para oferecer a casa consumidor uma solução honrosa. A histeria não desapareceu, porém ela é cada vez mais vivida e tratada como uma depressão. O conflito neurótico contemporâneo parece já não decorrer de nenhuma causalidade psíquica oriunda do inconsciente. No entanto, o inconsciente ressurge através do corpo, opondo uma forte resistência às disciplinas e às praticas que visam a repeli-lo.
Alan Ehrenberg diz “o drogado é hoje uma figura simbólica empregada para definir as feições do anti-sujeito. Antigamente, era o louco que ocupava esse lugar. Se a depressão é a historia de um sujeito inencontrável, a drogadição é a nostalgia de um sujeito perdido”.
Quanto mais as instituições psicanalíticas implodem, mais a psicanálise está presente nas diferenças esferas da sociedade e mais serve de referencia histórica para a psicologia clinica que, no entanto, veio substitui-la. A língua da psicanálise transformou-se num idioma comum, falado tanto pelas massas quando pelas elites e, pelo menos, por todos os praticantes do continente “psi”. Hoje em dia, ninguém mais desconhece o vocabulário freudiano: fantasia, supereu, desejo, sexualidade etc... Por toda parte, a psicanálise reina soberana, mas em toda parte é colocada em uma concorrência com a farmacologia, a ponto, alias, de ela mesma ser utilizada como pílula. Isso pode ocorrer pelos próprios pacientes, submetidos à Barbárie da biopolítica, passaram a exigir que seus sintomas psíquicos tenham uma causalidade orgânica. Muitas vezes, sentem-se inferiorizados. Quando o medico tenta apontar-lhes uma outra via de abordagem.
Neste final do século XX, e em nome de uma clivagem arbitrária instaurada entre ciência e cultura, comemorou-se o centenário da psicanálise, portanto, exibindo em Washington um Freud sem cheiro nem sabor e limitado aos trabalhos de historiadores majoritariamente anglófonos (90%). Em suma, fabricou-se um Freud perfeitamente correto e conforme dos cânones da sociedade depressiva. Se Freud não houvesse inventado a pulsão de morte, por certo ficaríamos privados de uma representação trágica dos desafios históricos que a consciência moderna tem de enfrentar. Quanto à psicologia, ela se haveria perdida no culto hedonista do poder identitário para promover um sujeito liso e sem rebarbas, inteiramente encerrado num modelo físico-químico. Para compreender o que pode ser a racionalidade devemos mostrar que o critério de cientificidade de uma teoria depende tanto de sua aptidão para inventar novos modelos explicativos quanto de sua capacidade permanente de reinterpretar os modelos antigos em função de uma experiência adquirida.



Referências
ROUDINESCO, Elisabeth. Por que a psicanálise?. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2000.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A condenação!

O que me resta fazer quando penso, penso e não chego a conclusão alguma, eis a questão. Como disse Descartes, penso, logo existo. Existir e pensar o que seriam essas palavras distorcidas e desnudas em minha linguagem. O meu existir é a tentativa de entendimento do meu "eu" com a realização miníma do meu desejo. A questão é: O que desejo? O desejo oprimido entra em contato com a consciencia e traz a tona uma explicação para o bravo momento catastrófico, sim catastrófico; pois´o desejo é apenas desejo, depois de conquistado não é nem isso; não sei se é bom ou ruim, mas demorará para ele se transformar em nada. O que eu queria mesmo, era mata-lo! Mudaria as experiências que tive, elas estão me condenando. Me condenando a tortura do passado. A dor. O que era simples para mim, agora é o mais complicado. Talvez o passado não tenha influência nas contingências criadas no presente, mas para que eu o relembrei. A dor de antes é parecida com a de agora, mas em um envolvimento diferente, mas a dúvida é a mesma. Ver o mundo em terceira pessoa nos mostra coisas que não queriamos estar vendo, ouvindo, analisando.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A revelação do inconsciente

“Quando me impus à tarefa de trazer à luz o que os seres humanos guardam dentro de si, não pelo poder compulsivo da hipnose, mas observando o que eles dizem e mostram, pensei que a tarefa era mais difícil do que realmente é. Aquele que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir pode convencer-se de que nenhum mortal pode guardar um segredo. Se seus lábios estão silenciosos, ele fala com as pontas dos dedos; ele se trai por todos os poros. Assim, a tarefa de tornar conscientes os mais escondidos recessos da mente é perfeitamente realizável.” (Sigmund Freud)


Nós só entendemos o que queremos entender, o que não nos importa é abstraido, esquecido!


Queria entender a analogia que fiz, entre minha idéia e a frase de Freud!


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

colorido sentido

Do corpo da menina, nasce o arco-iris,
do arco-iris a sensação de se deitar na grama úmida;
a liberdade que resta é escondida pelas palavras não ditas.

O que é encoberto, é negado, desacreditado,
a dor sentida é pacífica, se cala no fim do dia,
o preto no branco atrás do azul, simples veracidade.

Contraditório é o desejo; a amargura; o amor; a angústia,
o que nos prende é essa liberdade...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Achados e perdidos

Vivo testando a minha veracidade, essa que me desperta vontades, desejos, que me faz ter um rumo, um objetivo, mas acredito que a vida não precisa de uma acepção, ela simplesmente deve ser sentida. A vida deveria ser um sentimento, e não um encargo. O sentimento de viver, é diferente de simplesmente sobreviver. Vivo com intensidade, não deixo minhas pretensões para o dia seguinte. Quem vive dia por dia vê a vida passando lentamente, e desfruta do melhor dela; já quem vive pensando no futuro e em comtemplar suas ambiçõoes, apenas assiste a vida estendendo-se e goza de alguns momentos, não a admirando o essencial. Preocupações todos têm, mas para que? Nada é eterno, o "feliz para sempre" não existe. Até os momentos tristes e de desespero podem ser desfrutados com intenção de crescimento. As dificuldades surgem para o desenvolvimento.
Me pergunto agora, o por quê disto tudo escrito, parece texto de auto-ajuda para quem não tem sentido à vida. Tanto falo em como viver e não sobreviver, que parece que tento negar a maneira como vivo. Quem sabe? Às vezes a escrita me traz uma saída, me abre cominhos e eu volto a me enxergar em essência.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

"Dentro de cada tímido, há um artista esperando a hora de brilhar."

"O melhor tímido é aquele que sabe que é tímido, que aceita o fato de ser tímido e que faz da sua timidez a sua vantagem competitiva. Porque qualquer pessoa normal prefere mil vezes trabalhar com alguém tímido, porém atencioso e prestativo, disposto a ouvir, do que com alguém auto-suficiente, que despreza as opiniões alheias e tem resposta pra tudo. Pessoas tímidas têm dentro de si, ao mesmo tempo, o acelerador que lhes permite contribuir com grandes sugestões e o freio que as impede de simplesmente levantar a mão em uma reunião para fazer uma pergunta.
Dentro de cada tímido, há um artista esperando a hora de brilhar. E, de dentro de cada artista, há um tímido que encontrou a válvula de escape. O único empecilho para o tímido é ele mesmo, quando se propõe a deixa de lado o possível no curto prazo, para tentar fazer planos inatingíveis de longo prazo."
Max Gehringer





terça-feira, 29 de julho de 2008

Interesse legalmente fiel a minha vontade

Depois de tempos de reflexão interior, eis que surge uma luz, trazendo à tona uma paixão reconstruida e entendida que tenho dentro da psicologia e também na própria vida. Resolvi transportar do plano de ser/entender, o existencialismo e a fenomenologia, para a vida acadêmica. Foi puramente uma descoberta, até então uma cortina preta me cobria os olhos; foi intenso o sentimento que tive quando pensei em me aprofundar sobre tal assunto, fui tomada de uma alegria a medida que lia, pois existem comprovações sobre algumas de minhas visões, e certamente distinção entre algumas idéias, mas todos assuntos para serem discutidos e estudados com mais calma.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

De repente.

"A thousand eyes looking at me
but yours is the look that goes right
through me and i
cannot hide from your stare
should i let you in - do i dare
some other hands have tried before
but yours is the touch that makes me
want more and i
cannot hide the urgency
to have you lying here with me because"


"a thousand words have tried to say
but yours are the ones that'll never
fade away"


"i'll do what it takes to keep you here
i'm a selfish fool and i have no fear"


quinta-feira, 24 de julho de 2008

inalcanzable




Sem pressa espero o universo despencar em mim,
com intensidade declaro a minha alma o calor que sinto.

Entro em sintonia com o pensamento,
então, me entendo.


Não nego que sinto, não nego que quero,
aceito a vida concedida.


Em todas as transformações da vida,
em todos os caminhos do medo,
na angústia da vontade sentida
e na dor que se veste em segredo.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Reflexo abstraído de uma única essência.


Indaga-me a maneira de como algumas pessoas levam suas vidas. Vejo aquelas que estão contentes, vejo também as descontentes que querem variar, e as descontentes acomodadas. Por que me indago ao vê-las? As tenho como arquétipo, e faço da minha existência única. Questiono-me sobre nossa existência e como poderia contempla-la de forma suficientemente vivida em sua essência. A cada minuto, uma conquista interior. A busca pela satisfação é interminável. O crescimento intelectual pode ocasionar liberdade. É uma evolução pessoal, a qual ninguém nos tira. Sentimento de gratificação vem à tona. Constantemente estamos em linha tênue com a frustração. Sorte daquele que abstrai a dúvida e vive o pecado com toda a intensidade refletida no prazer pleno.