terça-feira, 28 de outubro de 2008

nada a titular.

Qual a ligação entre a frustração e o masoquismo? Em meus pensamentos e experiências, eles estão intimamente ligados. Frustração de não ter o desejo alcançado, enquanto a dor assume a verdadeira realidade. Existem masoquimos relacionados ao sexo, mas não só. Existem inúmeras formas de masoquismos, como o de um relacionamento que nunca dá certo, que está estacionado ou de um amor platônico. Aquela velha história de uma senhora que se casa com um alcoolista, depois que se separam, ela trata de arrumar outro alcoolista! Por que? Simples: GOSTA de sofrer desta forma. Algum tipo de benefício através da dor de ver um alcoolista ela recebe. Enfim, chego a conclusão que dar amor a uma pessoa que desdem e nao retribui seja uma forma de masoquismo também. Enquanto isso flui, meu limiar de frustração cresce e é testado a cada minuto. Pelo amor de Deus!

sábado, 6 de setembro de 2008

uma vez..

Era uma vez, a imunidade estava presente, nada ruim podia atingir;
as ferramentas eram simples: um cheiro, uma voz, um toque, um abraço, um beijo.
Essas ferramentas que estavam por perto até quando não era preciso, estavam ali quando você menos esperava, só pra lhe deixar feliz.
Uma revoada, um tornado, uma nuvem negra, uma maré brava, uma mão gelada. Isso tudo também quando menos se esperava, para levar embora o que pareceu fácil.
Agora as ferramentas são: o desanimo, a tristeza, a agonia, a solidão. Posso cita-las, infinitamente. Lembro-me dizer que tudo que passamos tiramos proveito para nosso crescimento, temos a esperança de que isso não aconteça nunca mais, mas pura ilusão. Passa um tempo e você esta nessa novamente. Sem o senso de controle. Ingênuo ser-humano que acha que é livre. A liberdade nos aprisiona desntro de nós mesmos, e é estranho como a buscamos, nos depreciamos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A obstinação tem que chegar ao fim!

Já de ínicio solto a variável do meu pensamento, uma citação que me cabe deverás nesta situação grotesca em que me meti: "Diante de um obstáculo que é impossível de superar, obstinação é estupidez! "(...)

Para quem não sabe, essa frase foi escrita pela existencialista, a qual a admiro muito, Simone de Beauvoir.

Irei desmembrar as frases aos poucos, para ver se assim eu enfio as significâncias dessas letras grudadas em minha cabeça e a analiso de forma sensata, e vejo a realidade que me é imposta.

Diante: a frente, vejamos um termo melhorado: NA SUA CARA!
Obstáculo: Algo muito dificil de ser ultrapassado, mas não impossível; ou seja, implica em esperança, tentarei ver de uma outra forma, ou por um outro angulo, para muitos obstaculos são superaveis, mas no meu caso: Não! (pior que eu sou esperançosa.)
Impossivel: Opa, melhorou..IMPOSSIVEL. Quer mais alguma coisa? Tá aí, estampado..é um obstaculo impossivel, ou seja, Inalcançável.
Obstinação: Bom, teimosia, perseverança para alguns. Para mim não dá mais. A obstinação tem um limite!
Estupidez: Não sou uma pessoa correta em tudo, mas estupidez é algo que eu não tolero, e isso esta fugindo do meu controle, e eu estou me sentindo o pior dejeto pisado por um cachorro de rua. Estou sendo totalmente estúpida. Isso: EU SOU ESTÚPIDA.


Estou quase inventando uma oração para que esta obstinação morra, se dilacere. A obstinação que está corroendo o meu peito e furando a minha alma, deixando escapar pelas entranhas o meu espírito jovial e dando margem a angústia e amargura. Estou vendendo meu coração e comprando um pendrive(nanogigantesco, por favor. Quero armazenar minhas melhores memórias); analogia com uma máquina, sim! É isso que somos em relação ao amor, nos achamos livres, felizes, mas é pura ilusão diante de algumas situações. Sem esquecer claro que nós somos aquilo que escolhemos, então, estúpidos muitas vezes por fazermos escolhas erradas consentindo com as brutalidades das consequências. Dor de amor, não existe algo para aliviar, só o tempo. Nem transplante de coração. Bem poderia acontecer. Eu roubaria o coração de uma pessoa extremamente narcísica.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Psicanálise contemporânea - Por que a psicanálise?

A Psicanálise era tão violentamente atacada hoje em dia pelos que pretendem substituí-la por tratamentos químicos, julgados mais eficazes porque atingiram as chamadas causas cerebrais das dilacerações da alma. Longe de constatar a utilidade dessas substancias e de desprezar o conforto que elas trazem, pretendi mostrar que elas não podem curar o homem de sus sofrimentos psíquicos, sejam eles normais ou patológicos.
A psicanálise restaura a idéia de que o homem é livre por sua falta e de que seu destino não s e restringe a seu ser biológico. Por isso, no futuro, ela deverá conservar integralmente o seu lugar, ao lado das outras ciências, para lutar contra as pretensões obscurantistas que almejam reduzir o pensamento a um neurônio ou confundir o desejo com uma secreção química.
O sofrimento psíquico manifesta-se atualmente sob a forma da depressão; o homem deprimido não acredita mais na validade nenhuma da terapia. No entanto, antes de rejeitar todos os tratamentos, ele busca desesperadamente vencer o vazio de seu desejo. Por isso, passa da psicanálise para a psicofarmacologia e da psicoterapia para a homeopatia, sem se dar tempo de refletir sobre a origem de sua infelicidade.
Forma atenuada da antiga melancolia, a depressão domina a subjetividade contemporânea, tal como a histeria do fim do século XIX. A depressão tornou-se a epidemia psíquica das sociedades democráticas, ao mesmo tempo que se multiplicam os tratamentos para oferecer a casa consumidor uma solução honrosa. A histeria não desapareceu, porém ela é cada vez mais vivida e tratada como uma depressão. O conflito neurótico contemporâneo parece já não decorrer de nenhuma causalidade psíquica oriunda do inconsciente. No entanto, o inconsciente ressurge através do corpo, opondo uma forte resistência às disciplinas e às praticas que visam a repeli-lo.
Alan Ehrenberg diz “o drogado é hoje uma figura simbólica empregada para definir as feições do anti-sujeito. Antigamente, era o louco que ocupava esse lugar. Se a depressão é a historia de um sujeito inencontrável, a drogadição é a nostalgia de um sujeito perdido”.
Quanto mais as instituições psicanalíticas implodem, mais a psicanálise está presente nas diferenças esferas da sociedade e mais serve de referencia histórica para a psicologia clinica que, no entanto, veio substitui-la. A língua da psicanálise transformou-se num idioma comum, falado tanto pelas massas quando pelas elites e, pelo menos, por todos os praticantes do continente “psi”. Hoje em dia, ninguém mais desconhece o vocabulário freudiano: fantasia, supereu, desejo, sexualidade etc... Por toda parte, a psicanálise reina soberana, mas em toda parte é colocada em uma concorrência com a farmacologia, a ponto, alias, de ela mesma ser utilizada como pílula. Isso pode ocorrer pelos próprios pacientes, submetidos à Barbárie da biopolítica, passaram a exigir que seus sintomas psíquicos tenham uma causalidade orgânica. Muitas vezes, sentem-se inferiorizados. Quando o medico tenta apontar-lhes uma outra via de abordagem.
Neste final do século XX, e em nome de uma clivagem arbitrária instaurada entre ciência e cultura, comemorou-se o centenário da psicanálise, portanto, exibindo em Washington um Freud sem cheiro nem sabor e limitado aos trabalhos de historiadores majoritariamente anglófonos (90%). Em suma, fabricou-se um Freud perfeitamente correto e conforme dos cânones da sociedade depressiva. Se Freud não houvesse inventado a pulsão de morte, por certo ficaríamos privados de uma representação trágica dos desafios históricos que a consciência moderna tem de enfrentar. Quanto à psicologia, ela se haveria perdida no culto hedonista do poder identitário para promover um sujeito liso e sem rebarbas, inteiramente encerrado num modelo físico-químico. Para compreender o que pode ser a racionalidade devemos mostrar que o critério de cientificidade de uma teoria depende tanto de sua aptidão para inventar novos modelos explicativos quanto de sua capacidade permanente de reinterpretar os modelos antigos em função de uma experiência adquirida.



Referências
ROUDINESCO, Elisabeth. Por que a psicanálise?. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2000.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A condenação!

O que me resta fazer quando penso, penso e não chego a conclusão alguma, eis a questão. Como disse Descartes, penso, logo existo. Existir e pensar o que seriam essas palavras distorcidas e desnudas em minha linguagem. O meu existir é a tentativa de entendimento do meu "eu" com a realização miníma do meu desejo. A questão é: O que desejo? O desejo oprimido entra em contato com a consciencia e traz a tona uma explicação para o bravo momento catastrófico, sim catastrófico; pois´o desejo é apenas desejo, depois de conquistado não é nem isso; não sei se é bom ou ruim, mas demorará para ele se transformar em nada. O que eu queria mesmo, era mata-lo! Mudaria as experiências que tive, elas estão me condenando. Me condenando a tortura do passado. A dor. O que era simples para mim, agora é o mais complicado. Talvez o passado não tenha influência nas contingências criadas no presente, mas para que eu o relembrei. A dor de antes é parecida com a de agora, mas em um envolvimento diferente, mas a dúvida é a mesma. Ver o mundo em terceira pessoa nos mostra coisas que não queriamos estar vendo, ouvindo, analisando.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A revelação do inconsciente

“Quando me impus à tarefa de trazer à luz o que os seres humanos guardam dentro de si, não pelo poder compulsivo da hipnose, mas observando o que eles dizem e mostram, pensei que a tarefa era mais difícil do que realmente é. Aquele que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir pode convencer-se de que nenhum mortal pode guardar um segredo. Se seus lábios estão silenciosos, ele fala com as pontas dos dedos; ele se trai por todos os poros. Assim, a tarefa de tornar conscientes os mais escondidos recessos da mente é perfeitamente realizável.” (Sigmund Freud)


Nós só entendemos o que queremos entender, o que não nos importa é abstraido, esquecido!


Queria entender a analogia que fiz, entre minha idéia e a frase de Freud!


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

colorido sentido

Do corpo da menina, nasce o arco-iris,
do arco-iris a sensação de se deitar na grama úmida;
a liberdade que resta é escondida pelas palavras não ditas.

O que é encoberto, é negado, desacreditado,
a dor sentida é pacífica, se cala no fim do dia,
o preto no branco atrás do azul, simples veracidade.

Contraditório é o desejo; a amargura; o amor; a angústia,
o que nos prende é essa liberdade...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Achados e perdidos

Vivo testando a minha veracidade, essa que me desperta vontades, desejos, que me faz ter um rumo, um objetivo, mas acredito que a vida não precisa de uma acepção, ela simplesmente deve ser sentida. A vida deveria ser um sentimento, e não um encargo. O sentimento de viver, é diferente de simplesmente sobreviver. Vivo com intensidade, não deixo minhas pretensões para o dia seguinte. Quem vive dia por dia vê a vida passando lentamente, e desfruta do melhor dela; já quem vive pensando no futuro e em comtemplar suas ambiçõoes, apenas assiste a vida estendendo-se e goza de alguns momentos, não a admirando o essencial. Preocupações todos têm, mas para que? Nada é eterno, o "feliz para sempre" não existe. Até os momentos tristes e de desespero podem ser desfrutados com intenção de crescimento. As dificuldades surgem para o desenvolvimento.
Me pergunto agora, o por quê disto tudo escrito, parece texto de auto-ajuda para quem não tem sentido à vida. Tanto falo em como viver e não sobreviver, que parece que tento negar a maneira como vivo. Quem sabe? Às vezes a escrita me traz uma saída, me abre cominhos e eu volto a me enxergar em essência.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

"Dentro de cada tímido, há um artista esperando a hora de brilhar."

"O melhor tímido é aquele que sabe que é tímido, que aceita o fato de ser tímido e que faz da sua timidez a sua vantagem competitiva. Porque qualquer pessoa normal prefere mil vezes trabalhar com alguém tímido, porém atencioso e prestativo, disposto a ouvir, do que com alguém auto-suficiente, que despreza as opiniões alheias e tem resposta pra tudo. Pessoas tímidas têm dentro de si, ao mesmo tempo, o acelerador que lhes permite contribuir com grandes sugestões e o freio que as impede de simplesmente levantar a mão em uma reunião para fazer uma pergunta.
Dentro de cada tímido, há um artista esperando a hora de brilhar. E, de dentro de cada artista, há um tímido que encontrou a válvula de escape. O único empecilho para o tímido é ele mesmo, quando se propõe a deixa de lado o possível no curto prazo, para tentar fazer planos inatingíveis de longo prazo."
Max Gehringer





terça-feira, 29 de julho de 2008

Interesse legalmente fiel a minha vontade

Depois de tempos de reflexão interior, eis que surge uma luz, trazendo à tona uma paixão reconstruida e entendida que tenho dentro da psicologia e também na própria vida. Resolvi transportar do plano de ser/entender, o existencialismo e a fenomenologia, para a vida acadêmica. Foi puramente uma descoberta, até então uma cortina preta me cobria os olhos; foi intenso o sentimento que tive quando pensei em me aprofundar sobre tal assunto, fui tomada de uma alegria a medida que lia, pois existem comprovações sobre algumas de minhas visões, e certamente distinção entre algumas idéias, mas todos assuntos para serem discutidos e estudados com mais calma.