segunda-feira, 30 de março de 2009

Reflexão de tempos passados e relembrados.


É difícil traduzir a explosão de sentimentos em um dia de sol, onde a caminhada pode ser tão longa, mas que pela companhia não dê pra perceber o quanto se andou. Imagine em um dia frio e nublado; quando a melhor coisa é o calor da pele debaixo do cobertor à frente de uma televisão curtindo aquele filminho. Tais sentimentos que revelam um vazio intrincado de ser preenchido. Com facilidade se percebe atitudes errôneas foram tomadas no percurso da vida até aqui, mas momentos que foram inesquecíveis, os quais de alguma forma se registram e não são esquecidos.
Momentos, como em uma tarde onde a molecada se divertia na rua jogando bola, ou coisas bestas, como tardes no age dos 14 anos onde eram dispensadas as aulas para tomar um bom vinho (lembrando que era campo largo) no gramado. E para onde a vida leva as pessoas não?! Alguns continuam tomando o tal bom vinho todos os dias, ou fumando aquele cigarrinho de marofa, quando outras estão lutando para a população ter consciência que isso não presta! Esses momentos que às vezes nos trazem momentos de nostalgia, tal qual, nos levam a querer reencontrar velhos amigos e resgatar velhos hábitos como ouvir Iron Maiden, Metallica, Raimundos ou Backstreet Boys. Momentos que não voltam, mas que são capazes de serem vivenciados pelas mesmas pessoas em tempos crescidos. Há uma coisa que não consegue ser vivenciada pelas mesmas pessoas em tempos maduros. O amor. Ele, por mais que se fale, também cresce, e abandona a paixão que é sua companheira e o romance que é seu companheiro, continuando apenas, AMOR.
Uma dos maiores causadores de procura ao psicólogo é alguma questão relacionada a esse dramático carinha chamado, amor. Essa palavra soa como algo suave, calmo e temperado, porém para algumas pessoas se resume a dor e sofrimento. Quando você menos espera, ele te pegou e não se consegue desfazer-se, pois ele abandonou a paixão e o romance, lembra? Mas na verdade os trocou por dependência e possessão. Arriscar-se mais é algo que me agrada em pensar. Mas, como tudo na teoria é mais fácil que na prática, fico por aqui. Aviso aos corações apaixonados e amados: aproveitem ao máximo esses sentimentos, mas cuidado com a cegueira.







sábado, 28 de março de 2009

Por Matha Medeiros...

TIRE-O DA CABEÇA
14 de setembro de 1998

Você estava apaixonado por alguém e levou um fora. Acontece mais do que acidente de avião, desastre com romeiros e incêndio na floresta. Corações partidos é o grande drama nacional. O que fazer? Ainda não lançaram um manual de auto-ajuda que consiga eliminar nossa fossa, e dos amigos só podemos esperar uma frase, repetida à exaustão: tire esse cara da cabeça. Parece fácil. Mas alguém aí me diga: como é que se tira alguém de um lugar tão cheio de mistérios?

Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto: não gosto mais dele, não quero mais saber daquele prepotente, desapareça, um, dois e já!

Parece que funcionou. Você sai na rua para testar. Sim, você conseguiu: olhou vitrines, comeu um sorvete e folheou duas revistas sem derramar uma única lágrima. Até que começa a tocar uma música no rádio e desanda a maionese. Você não tirou coisa alguma da cabeça, ele ainda está lá, cantando baixinho pra você.

Táticas. Não ficar em casa relendo cartas e revendo fotos. Descole uma festa e produza-se para matar. Você bem que tenta, mas nada sai como o planejado. Os casais que se beijam ao seu lado são como socos no estômago. Você se sente uma retardada na pista de dança. Um carinha puxa papo com você e tudo o que ele diz é comparado com o que o seu ex diria, com o que o seu ex faria. Chamem o EccoSalva.

Livros. Um ótimo hábito, mas em vez de abstrair, você acha que tudo o que o escritor escreve é para você em particular, tudo tem semelhança com o que você está vivendo, mesmo que você esteja lendo sobre a erupção do Vesúvio que soterrou Pompéia.

Viajar. Quem vai na bagagem? Ele. Você fica olhando a paisagem pela janela do ônibus e só no que pensa é onde ele estará agora, sem notar que ele está ali mesmo, preso na sua mente.

Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mandalas




Foi Jung quem nos chamou a atenção desses desenhos circulares percebido por ele enquanto estudava religião Oriental. Ele percebeu que seus clientes experienciavam estas imagens circulares como "movimentos em direção a um crescimento psicológico, expressando a idéia de um refúgio seguro, de recociliação interna e inteireza". Para Jung as mandalas são vasos ou embarcações na qual nós projetamos nossa psique que retorna a nós como um caminho de restauração. Ele reconheceu que figuras arquetípicas (símbolos universais) de várias culturas podiam ser identificados nesta expressão espontânea do inconsciente. Os círculos são universalmente associados com meditação, cura e o sagrado que podem funcionar como chaves para os mistérios de nosso reino interior, que se usados para esta finalidade podem nos levar de encontro com os mistérios de nossa alma.



Mandala é círculo mágico;
Mandala é ponte para dimensões superiores;
Mandala é caminho a percorrer;
Mandala nos revela nosso Eu;
Mandala nos leva ao nosso centro;
Mandala nos leva a nossa Essência;
Mandala nos leva a Fonte Divina;
Mandala é energia e movimento;
Mandala é totalidade, integração e harmonia;
Mandala é o começo, o percorrer, o fim e o começo;
Mandala é morte e renascimento.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Natal!

Como a concepção de natal é cultural, vou aproveitar meu primeiro natal solo, em termos de família, etc... para reavaliar a minha concepção.
Este fato me fez pensar em quantas pessoas passam vários natais sozinhas, e de como isso é triste. Geralmente quando me perguntam sobre o natal, respondo que o passo como um dia normal, mas erroneamente. Somente agora, que tenho que passar solamente vejo a real importância de ter alguém por perto.

Um feliz natal à todos, que a paz reine na medida do possível nos corações da humanidade.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Drogas? Pra que! Não se deixe manipular.

Uma cartilha para prevenção de drogas. Eis a questão, de como alcançar o adolescente, já que é a fase de descoberta de identidade e idade para assumir o "quem sou eu", como prevenir um cidadão de não se interessar pelas drogas na atual sociedade. É uma situação complicada, mas não impossível. A responsabilidade é grande, porque tamanha vontade do adolescente só absorver aquilo que lhe interessa. Um tema interessante a se tratar, a conversar a prevenir, mas intimamente ligado com a frustração e o masoquismo, temas que foram escolhidos para serem descutidos no post anterior.
"O único controle que algum ser humano tem sobre as drogas é de não experimenta-la" (Içami Tiba)
Todo adolescente deveria lê-la. Com certeza, com um certo nível de reflexão ele escolheria o caminho certo, portanto o de permanecer tendo o controle sobre ela. Entretanto, há aqueles que por algum motivo, não foram tão informados decorrente aos prejuizos do uso/abuso de drogas e acabam optando pelo caminho sem volta.
Lembrando que, o caminho sem volta não tem volta, pois se torna uma doença. A dependência química é uma doença progressiva, incurável e fatal. Por que? Ela é como uma diabetes. Você até pode não utilizar mais a droga, saindo da "ativa" (quando vc é usuário constante de drogas) e optando por um tratamento. Mas, recaidas existem. Recaidas que são a volta do dependente em tratamento utilizar a droga. Recaida geralmente acontecem após um lapso frente a uma situação de risco, mas também vêm para um lado positivo, que é identificar essas situações de riscos e se protegerem contra a sua exposição.
A doença da dependência química é muito triste, pois prejudita além de quem utiliza, a família toda. A família adoece junto, frequentemente pela falta de orientação sobre o problema. Por interpretar a dependência química como um ato de bandidagem ou deliquência, situações que acredito que são consequência da doença da dependencia química, e não causas. Mas, lembrando que cada caso é um caso, sem generalizar.
Portanto, adolescente que tem curiosidade. Pense muito antes de experimentar algum tipo de entorpecente. Lembre-se que o ser humano sabe distinguir o que é bom e ruim. Não se iluda que tem o controle sobre seu organismo, ou que sabe a hora de parar porque isso é puro mito. Mito criado por você mesmo, para achar que está por cima e sabe o que está fazendo. O cerebro da gente muitas vezes, nos prega muitas peças. Pense no futuro, onde o agora pode não valer a pena, pelo contrário.






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terça-feira, 28 de outubro de 2008

nada a titular.

Qual a ligação entre a frustração e o masoquismo? Em meus pensamentos e experiências, eles estão intimamente ligados. Frustração de não ter o desejo alcançado, enquanto a dor assume a verdadeira realidade. Existem masoquimos relacionados ao sexo, mas não só. Existem inúmeras formas de masoquismos, como o de um relacionamento que nunca dá certo, que está estacionado ou de um amor platônico. Aquela velha história de uma senhora que se casa com um alcoolista, depois que se separam, ela trata de arrumar outro alcoolista! Por que? Simples: GOSTA de sofrer desta forma. Algum tipo de benefício através da dor de ver um alcoolista ela recebe. Enfim, chego a conclusão que dar amor a uma pessoa que desdem e nao retribui seja uma forma de masoquismo também. Enquanto isso flui, meu limiar de frustração cresce e é testado a cada minuto. Pelo amor de Deus!

sábado, 6 de setembro de 2008

uma vez..

Era uma vez, a imunidade estava presente, nada ruim podia atingir;
as ferramentas eram simples: um cheiro, uma voz, um toque, um abraço, um beijo.
Essas ferramentas que estavam por perto até quando não era preciso, estavam ali quando você menos esperava, só pra lhe deixar feliz.
Uma revoada, um tornado, uma nuvem negra, uma maré brava, uma mão gelada. Isso tudo também quando menos se esperava, para levar embora o que pareceu fácil.
Agora as ferramentas são: o desanimo, a tristeza, a agonia, a solidão. Posso cita-las, infinitamente. Lembro-me dizer que tudo que passamos tiramos proveito para nosso crescimento, temos a esperança de que isso não aconteça nunca mais, mas pura ilusão. Passa um tempo e você esta nessa novamente. Sem o senso de controle. Ingênuo ser-humano que acha que é livre. A liberdade nos aprisiona desntro de nós mesmos, e é estranho como a buscamos, nos depreciamos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A obstinação tem que chegar ao fim!

Já de ínicio solto a variável do meu pensamento, uma citação que me cabe deverás nesta situação grotesca em que me meti: "Diante de um obstáculo que é impossível de superar, obstinação é estupidez! "(...)

Para quem não sabe, essa frase foi escrita pela existencialista, a qual a admiro muito, Simone de Beauvoir.

Irei desmembrar as frases aos poucos, para ver se assim eu enfio as significâncias dessas letras grudadas em minha cabeça e a analiso de forma sensata, e vejo a realidade que me é imposta.

Diante: a frente, vejamos um termo melhorado: NA SUA CARA!
Obstáculo: Algo muito dificil de ser ultrapassado, mas não impossível; ou seja, implica em esperança, tentarei ver de uma outra forma, ou por um outro angulo, para muitos obstaculos são superaveis, mas no meu caso: Não! (pior que eu sou esperançosa.)
Impossivel: Opa, melhorou..IMPOSSIVEL. Quer mais alguma coisa? Tá aí, estampado..é um obstaculo impossivel, ou seja, Inalcançável.
Obstinação: Bom, teimosia, perseverança para alguns. Para mim não dá mais. A obstinação tem um limite!
Estupidez: Não sou uma pessoa correta em tudo, mas estupidez é algo que eu não tolero, e isso esta fugindo do meu controle, e eu estou me sentindo o pior dejeto pisado por um cachorro de rua. Estou sendo totalmente estúpida. Isso: EU SOU ESTÚPIDA.


Estou quase inventando uma oração para que esta obstinação morra, se dilacere. A obstinação que está corroendo o meu peito e furando a minha alma, deixando escapar pelas entranhas o meu espírito jovial e dando margem a angústia e amargura. Estou vendendo meu coração e comprando um pendrive(nanogigantesco, por favor. Quero armazenar minhas melhores memórias); analogia com uma máquina, sim! É isso que somos em relação ao amor, nos achamos livres, felizes, mas é pura ilusão diante de algumas situações. Sem esquecer claro que nós somos aquilo que escolhemos, então, estúpidos muitas vezes por fazermos escolhas erradas consentindo com as brutalidades das consequências. Dor de amor, não existe algo para aliviar, só o tempo. Nem transplante de coração. Bem poderia acontecer. Eu roubaria o coração de uma pessoa extremamente narcísica.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A Psicanálise contemporânea - Por que a psicanálise?

A Psicanálise era tão violentamente atacada hoje em dia pelos que pretendem substituí-la por tratamentos químicos, julgados mais eficazes porque atingiram as chamadas causas cerebrais das dilacerações da alma. Longe de constatar a utilidade dessas substancias e de desprezar o conforto que elas trazem, pretendi mostrar que elas não podem curar o homem de sus sofrimentos psíquicos, sejam eles normais ou patológicos.
A psicanálise restaura a idéia de que o homem é livre por sua falta e de que seu destino não s e restringe a seu ser biológico. Por isso, no futuro, ela deverá conservar integralmente o seu lugar, ao lado das outras ciências, para lutar contra as pretensões obscurantistas que almejam reduzir o pensamento a um neurônio ou confundir o desejo com uma secreção química.
O sofrimento psíquico manifesta-se atualmente sob a forma da depressão; o homem deprimido não acredita mais na validade nenhuma da terapia. No entanto, antes de rejeitar todos os tratamentos, ele busca desesperadamente vencer o vazio de seu desejo. Por isso, passa da psicanálise para a psicofarmacologia e da psicoterapia para a homeopatia, sem se dar tempo de refletir sobre a origem de sua infelicidade.
Forma atenuada da antiga melancolia, a depressão domina a subjetividade contemporânea, tal como a histeria do fim do século XIX. A depressão tornou-se a epidemia psíquica das sociedades democráticas, ao mesmo tempo que se multiplicam os tratamentos para oferecer a casa consumidor uma solução honrosa. A histeria não desapareceu, porém ela é cada vez mais vivida e tratada como uma depressão. O conflito neurótico contemporâneo parece já não decorrer de nenhuma causalidade psíquica oriunda do inconsciente. No entanto, o inconsciente ressurge através do corpo, opondo uma forte resistência às disciplinas e às praticas que visam a repeli-lo.
Alan Ehrenberg diz “o drogado é hoje uma figura simbólica empregada para definir as feições do anti-sujeito. Antigamente, era o louco que ocupava esse lugar. Se a depressão é a historia de um sujeito inencontrável, a drogadição é a nostalgia de um sujeito perdido”.
Quanto mais as instituições psicanalíticas implodem, mais a psicanálise está presente nas diferenças esferas da sociedade e mais serve de referencia histórica para a psicologia clinica que, no entanto, veio substitui-la. A língua da psicanálise transformou-se num idioma comum, falado tanto pelas massas quando pelas elites e, pelo menos, por todos os praticantes do continente “psi”. Hoje em dia, ninguém mais desconhece o vocabulário freudiano: fantasia, supereu, desejo, sexualidade etc... Por toda parte, a psicanálise reina soberana, mas em toda parte é colocada em uma concorrência com a farmacologia, a ponto, alias, de ela mesma ser utilizada como pílula. Isso pode ocorrer pelos próprios pacientes, submetidos à Barbárie da biopolítica, passaram a exigir que seus sintomas psíquicos tenham uma causalidade orgânica. Muitas vezes, sentem-se inferiorizados. Quando o medico tenta apontar-lhes uma outra via de abordagem.
Neste final do século XX, e em nome de uma clivagem arbitrária instaurada entre ciência e cultura, comemorou-se o centenário da psicanálise, portanto, exibindo em Washington um Freud sem cheiro nem sabor e limitado aos trabalhos de historiadores majoritariamente anglófonos (90%). Em suma, fabricou-se um Freud perfeitamente correto e conforme dos cânones da sociedade depressiva. Se Freud não houvesse inventado a pulsão de morte, por certo ficaríamos privados de uma representação trágica dos desafios históricos que a consciência moderna tem de enfrentar. Quanto à psicologia, ela se haveria perdida no culto hedonista do poder identitário para promover um sujeito liso e sem rebarbas, inteiramente encerrado num modelo físico-químico. Para compreender o que pode ser a racionalidade devemos mostrar que o critério de cientificidade de uma teoria depende tanto de sua aptidão para inventar novos modelos explicativos quanto de sua capacidade permanente de reinterpretar os modelos antigos em função de uma experiência adquirida.



Referências
ROUDINESCO, Elisabeth. Por que a psicanálise?. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2000.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A condenação!

O que me resta fazer quando penso, penso e não chego a conclusão alguma, eis a questão. Como disse Descartes, penso, logo existo. Existir e pensar o que seriam essas palavras distorcidas e desnudas em minha linguagem. O meu existir é a tentativa de entendimento do meu "eu" com a realização miníma do meu desejo. A questão é: O que desejo? O desejo oprimido entra em contato com a consciencia e traz a tona uma explicação para o bravo momento catastrófico, sim catastrófico; pois´o desejo é apenas desejo, depois de conquistado não é nem isso; não sei se é bom ou ruim, mas demorará para ele se transformar em nada. O que eu queria mesmo, era mata-lo! Mudaria as experiências que tive, elas estão me condenando. Me condenando a tortura do passado. A dor. O que era simples para mim, agora é o mais complicado. Talvez o passado não tenha influência nas contingências criadas no presente, mas para que eu o relembrei. A dor de antes é parecida com a de agora, mas em um envolvimento diferente, mas a dúvida é a mesma. Ver o mundo em terceira pessoa nos mostra coisas que não queriamos estar vendo, ouvindo, analisando.